PELA PRIMEIRA VEZ... temos que dramatizar ou declamar alguma coisa, numa primeira fase, e numa segunda temos que resolver um questionário acerca da exuberante obra de Eça de Queiroz, "Os Maias".
Amante de poesia e de Pessoa fiquei indecisa entre dois poemas dos Heterónimos do Escritor, dois poemas realmente apaixonantes na minha perspectiva... Escolher é que vai ser complicado...
"Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afectos, tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.
Não quero, Cloe, teu amor, que oprime
Porque me exige o amor. Quero ser livre.
A'sperança é um dever do sentimento"
Ou então...
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Pois que nada que dure, ou que, durando,
Valha, neste confuso mundo obramos,
E o mesmo útil para nós perdemos
Connosco, cedo, cedo,
O prazer do momento anteponhamos
À absurda cura do futuro, cuja
Certeza única é o mal presente
Com que o sseu bem compramos.
Amanhã não existe. Meu somente
É o momento, eu só quem existe
Neste instante, que pode o derradeiro
Ser de quem finjo ser?
Ricardo Reis
Agora a dúvida que se põe é qual vou escolher!!!
A indecisão mata, isso posso afirmar com a maior das veemências...
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