S-E-M T-E-M-P-O, A-T-U-L-H-A-D-A E-M T-R-A-B-A-L-H-O‼ Inúmeras seriam as desculpas para não ter vindo escrever a este meu cantinho… e sim, as que apresentei são as verdadeiras… depois de um mês de ausência! ...
Neste post poderia escrever sobre montes de coisas, desde o PEC, às mudanças repentinas do tempo…. Um mundo infindável de assuntos!
Todavia vou apenas centrar-me em dois…
Primeiramente, vou escrever, sei lá, algumas frases soltas sobre este dia! Para muitos no mundo (dito “civilizado”) este será um dia para ser inundado de mimos e prendas, jogos e brincadeiras… Para mim este será, de certeza, um dia em que as lágrimas me inundam o rosto, sem saber bem porquê… Passados tantos anos, passado tanto tempo… o sofrimento continua a ser o mesmo… aquele dia, aquele fatídico dia, aquele dia em que vi desaparecer, mesmo diante de mim, alguém que me era, é e será muito querido… Sim, vi desaparecer a minha melhor amiga…
Muitos pensarão que uma miúda de apenas 10 anos, que tem uma vida pela frente, conseguirá ultrapassar o acidente, o atropelamento e que conseguirá construir laços de amizade ainda mais fortes com outras pessoas! Contudo, esta ideia não está totalmente correcta… Ver uma amiga (ainda por cima quando se tem 10 anos) a morrer é duro e torna de certa forma impossível a procura de alguém em que os laços de amizade possam ser tão vincados! Com a morte da Ana Isabel deparei-me com uma nova situação, vi uma amizade de longa data (apesar das idades) desmoronar-se, sei que na altura senti que o mundo tinha desabado sobre mim, que estaria algures perdida num deserto ou então rodeada de destroços de uma derrocada! Levantei-me, construi novas amizades, cimentei muitas outras… mas será que realmente ultrapassei o trauma de ter visto morrer a Ana?
A esta pergunta apenas tenho uma resposta sincera… NÃO! Aprendi (da pior forma) a viver cada dia como se fosse o último, a usufruir das amizades até ao último milésimo de segundo… Neste aspecto tudo aquilo que vivi transformou-se numa lição!
Triste? Sim, sinto-me triste todos os dias sempre que olho em redor e vejo que me falta a Ana Isabel! Neste dia, bem mais ainda…
Hoje em dia consigo controlar as emoções diante daqueles que sinto que precisam de força para ultrapassar “esta crise do Dia Internacional da Criança”, mas por dentro…. Aguento-me sem soltar uma lágrima porque acredito que era assim que aquela rapariga incomparável queria que agíssemos, ela odiava a ideia de ver as pessoas a chorar! Ela era simples… ou como tivemos a oportunidade de descrever hoje… “um anjo que caminha livremente ao sabor do vento”; “um sorriso sincero”…
Lembro-me todos os dias da Ana Isabel!
Para a Rita:
Só porque sei que gostaste deste poema, um poema de Garrett…
Não te amo, quero-te: o amor vem da alma.
Neste post poderia escrever sobre montes de coisas, desde o PEC, às mudanças repentinas do tempo…. Um mundo infindável de assuntos!
Todavia vou apenas centrar-me em dois…
Primeiramente, vou escrever, sei lá, algumas frases soltas sobre este dia! Para muitos no mundo (dito “civilizado”) este será um dia para ser inundado de mimos e prendas, jogos e brincadeiras… Para mim este será, de certeza, um dia em que as lágrimas me inundam o rosto, sem saber bem porquê… Passados tantos anos, passado tanto tempo… o sofrimento continua a ser o mesmo… aquele dia, aquele fatídico dia, aquele dia em que vi desaparecer, mesmo diante de mim, alguém que me era, é e será muito querido… Sim, vi desaparecer a minha melhor amiga…
Muitos pensarão que uma miúda de apenas 10 anos, que tem uma vida pela frente, conseguirá ultrapassar o acidente, o atropelamento e que conseguirá construir laços de amizade ainda mais fortes com outras pessoas! Contudo, esta ideia não está totalmente correcta… Ver uma amiga (ainda por cima quando se tem 10 anos) a morrer é duro e torna de certa forma impossível a procura de alguém em que os laços de amizade possam ser tão vincados! Com a morte da Ana Isabel deparei-me com uma nova situação, vi uma amizade de longa data (apesar das idades) desmoronar-se, sei que na altura senti que o mundo tinha desabado sobre mim, que estaria algures perdida num deserto ou então rodeada de destroços de uma derrocada! Levantei-me, construi novas amizades, cimentei muitas outras… mas será que realmente ultrapassei o trauma de ter visto morrer a Ana?
A esta pergunta apenas tenho uma resposta sincera… NÃO! Aprendi (da pior forma) a viver cada dia como se fosse o último, a usufruir das amizades até ao último milésimo de segundo… Neste aspecto tudo aquilo que vivi transformou-se numa lição!
Triste? Sim, sinto-me triste todos os dias sempre que olho em redor e vejo que me falta a Ana Isabel! Neste dia, bem mais ainda…
Hoje em dia consigo controlar as emoções diante daqueles que sinto que precisam de força para ultrapassar “esta crise do Dia Internacional da Criança”, mas por dentro…. Aguento-me sem soltar uma lágrima porque acredito que era assim que aquela rapariga incomparável queria que agíssemos, ela odiava a ideia de ver as pessoas a chorar! Ela era simples… ou como tivemos a oportunidade de descrever hoje… “um anjo que caminha livremente ao sabor do vento”; “um sorriso sincero”…
Lembro-me todos os dias da Ana Isabel!
Para a Rita:
Só porque sei que gostaste deste poema, um poema de Garrett…
Não te amo, quero-te: o amor vem da alma.
E eu na alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! Não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já, comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Folhas Caídas
Folhas Caídas