quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ilusão e Desilusão

Estes dois conceitos andam ou surgem (como queiram ou julguem conveniente) de mãos e pés – porque não? – dados, tal como dizem do amor e do ódio, se em comparações quisermos entrar.

No momento X conheces a pessoa Y e crês, depositas, desejas, até, que ela aja de determinada maneira, crias uma ideia, formulas uma pessoa na tua cabeça, mas depois… NADA… um vazio, uma ilusão que cede lugar à desilusão.

No amor, dizem os entendidos (hum… ou serão esclarecidos?) a desilusão precede a ilusão. Sim! Imagem, desiludes-te mesmo antes de te iludires… rumo natural das coisas? Pois… não sei!
Na amizade ou noutra situação qualquer as coisas tendem a ter um rumo inverso, primeiro iludimo-nos e depois…

Não julguem que este discurso todo pretende demonstrar que as relações interpessoais (seja lá o que isso for) estão sempre presas a expectativas (as aulas de Psicologia parece que serviram para alguma coisa), mas… e quando estas expectativas fracassam? Quando nos prendemos a alguém que, quase de forma inevitável, nos desilude?

A arte de iludir, dizem, cabe aos ilusionistas (a palavra deve derivar da arte que utilizam na sua profissão, não?), todavia somos nós que, retirando uma magia mais ou menos positiva das pessoas ou dos objectos com que nos cruzamos, nos deixamos iludir sem sabermos qual o truque, sem sabermos… NADA!

A ilusão é boa, não digo que não… não nos púnhamos agora a tentar viver sem ilusões que não vale a pena, não conseguimos… ora tentem!

O que é certo é que, desde pequenos somos compelidos a iludirmo-nos ponto, mas… será que além de nos deixarmos iludir também não fazemos que o outro se iluda connosco? Isto parece-me ser inevitável… é a ilusão que nos acaba por aproximar ou afastar.


Enquanto por aqui escrevo (diga-se que estou a escrever isto no dia 25 às 3h da manhã para conseguir “matar” tempo, porque isto de adormecer está a dar que fazer!) lembro-me de uma história ou histórias… Admito que só me dei ao trabalho de pensar nesta dicotomia (ilusão/desilusão) depois de num momento enfadonho na TV ter parado nas tardes da TVI e de ter ouvido as “estórias” de mulheres que admirei, admiro e admirarei… histórias de mulheres que, deixando-se levar pelas aparências quase “angelicais” cós companheiros caíram , caíram nas teias da violência doméstica… Afinal, onde está o príncipe encantado das histórias da Gata Borralheira e da Branca de Neve? Onde param eles?
Esta sim é a ilusão que começa a ser cultivada por avós, mães nas cabeças das miudinhas de 2, 3 ou 4 anos e que, queiramos quer não, se vai mantendo… Pensem… todas as mulheres, novas ou velhas, mais ou menos maduras, dizem procurar a pessoa certa, aquela que se insira nos padrões que são definidos desde a infância. Todas… ou uma ampla maioria, vá! Todas anseiam encontrar a perfeição, não só no outro como nelas mesmas…
Mais uma vez, uma ILUSÃO.. a perfeição! Saibamos perceber que a perfeição não existe, ou se existe é sempre porque algo foi deixado para trás e nunca será plena!

Onde é que eu ia mesmo? Ah!

Retomando a crítica que me apraz fazer neste momento às histórias que impingem às criancinhas, aquela ideia da madrasta má (não sei porquê, na maioria dos contos infantis, o género feminino é sempre o que é classificado por ter mau génio, isso também valeria uma outra crítica que não vale a pena estar a esmiuçar) é também uma ideia preconcebida, há madrastas/ padrastos bons e maus… há de tudo!

Mais uma vez sublinho que não condeno a ilusão, como já referi o ser humano tende a não saber viver sem a ilusão, agora devia era arranjar um mecanismo para conseguir distanciar a ilusão da realidade para evitar grandes males.


Servindo-me novamente do exemplo da Violência Doméstica (um fenómeno que me choca particularmente, não sei dizer muito bem porquê, mas é sempre aquele sentimento que “porquê? Está tudo tolo?” e que ainda por cima tive a oportunidade de trabalhar num projecto de grupo na disciplina de AP). Condeno veemente os actos atrozes desencadeados por companheiros(as)/pais (mães)/filhos(as) (tenhamos presente a ideia de que este fenómeno não se limita à violência entre o casal), não obstante, não me canso de sublinhar que a ilusão das vitimas face a determinado ser foi um pequeno passo para a primeira estalada, para o primeiro berro que acabou por se intensificar… Não recrimino nenhuma das vítimas por não se terem apercebido a tempo do que poderia estar a acontecer, porque estas mulheres quando deixam a ilusão de lado e se apercebem do pesadelo que vivem são as primeiras a culpabilizar-se por não terem percebido os primeiros sinais, eles existem e muitas das vezes começam no namoro (para fazer referência aos casos de violência doméstica que mais vulgarmente surgem nos órgãos da segurança publica e em IPSS’s).

Agora… como podemos “acordar” para determinadas situações de forma precoce? Como?
Para estas perguntas ainda continuo á procura de respostas, mas elas teimam em não surgir‼


Enfim… saibamos antes conciliar a ilusão com a realidade, já que não conseguimos viver sem as duas, às quais se junta a desilusão!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Acordo Ortográfico visto numa perspectiva... diferente

Já tive oportunidade de mostrar, aqui há uns tempos atrás, a minha opinião sobre o acordo ortográfico.
Voltar a este tema pode ser maçudo, mas recebi um e-mail que não posso deixar de partilhar...

«Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.» Manuel Halpern


E, assim, andará o nosso português nos próximos tempos...

sábado, 30 de outubro de 2010

Outono é sinónimo de....


Chegou… Chegou… Infelizmente, CHEGOU… CHEGOU O OUTONO‼
Estação demasiado sisuda, é a ponte entre o Verão e o Inverno (se bem que, para mim, apenas, existem 3 estações – PRIMAVERA, VERÃO e Inverno!).
O Outono surge-nos como a antevisão do Inverno, é uma estação escura e sombria, bem regada pelo que se precipita das nuvens, a chuva, é, basicamente, o Inverno dentro do Outono… Um pseudo-Inverno que nos é apresentado de forma dissimulada!
Muitos serão, ainda assim, aqueles que nutrem um amor inexplicável por esta estação… Mas porquê? Juro que tento perceber, no entanto parece uma coisa inatingível… não consigo perceber, todavia gostos não se discutem e, se tal como eu ninguém gostasse do Outono, andaríamos todos com uma expressão trombuda, a chorar pelo Verão!
Dizem que o dourado das folhas dá luz ao dia que se apresenta carregado, outros dizem que ouvir chover logo de manhã é agradável (de acordo, aliás, esta é, seguramente, uma razão compreensível, a água a cair lá fora dá uma sensação de aconchego e ao mesmo tempo preguiça, principalmente, quando se está debaixo dos lençóis e cobertores no quentinho)… Mas, mesmo assim, não vou à bola com o Outono!
Esta é uma época demasiado turbulenta para a nossa saúde, são as constipações, as gripes, as alergias, os problemas de pele que se vêem agravados… sim, este é um dos motivos para eu repudiar esta altura do ano! Mas para quê os Outonos? São bem dispensados…
Os dias parecem mais “piquenos”, anoitece de forma prematura e a vontade de se ser activo desmorona-se logo ao abrir a portada ou a persiana cá de casa…
É ESTRANHO!
Os Sábados e os Domingos, esses, esses são passados de volta de um televisor a “assaltar” as caixas de ferrero recém-chegadas, “depois do verão, regressam com mais qualidade” (hm… spot publicitário), enquanto dá aquele filme com o António Banderas ou com o Brad Pitt que se farta de dar nesta altura do ano (ou será impressão minha?), com os pés cobertos por uma manta que, durante a Primavera, foi sendo esquecida no armário… Mas porquê? Esta melancolia toda…
Saudades da praia, das noites agradáveis, do mar aos fins-de-semana, Saudades dos caprichos solarengos! Tudo isto trocado pelo sofá, pelos chocolates, pelas almofadas e pela lareira… Agora, o Verão parece uma UTOPIA‼
Sair de casa apresenta-se como um desafio… UP’S… já está de novo a chover, e agora? Toca a enfiar a gabardina, as botas e ir atrás do guarda-chuva… esta luta desigual, torna-se ainda pior quando se dobra a esquina de casa… OK… já se foi o guarda-chuva… é o que dá um guarda-chuva foleiro aliado a umas rajadas de vento bem jeitosas… é neste momento que desejamos estar a viver um pesadelo, tudo estragado… Chuvinha que é boa e fresquinha a cair por cima de nós, a roupa, assim, para o molhadinho, faz-nos querer rebobinar a cassete e voltar para a cama… lá é que se estava bem! Mas porquê? O S. Pedro é de extremos… BASTA… no Verão o calor quando é muito ainda se aguenta, agora quando a chuva toma o lugar do sol…
Não gosto definitivamente do Outono… onde anda o Verão? Quero o Verão… parece uma miragem… mas lá tenho que enfrentar o OUTONO e o INVERNO….
Que fazer???
Fugir para o hemisfério sul? Boa Ideia! Quem se chega à frente para pagar a viagem para puder rumar a paragens mais quentes? Para poder deixar para trás as massas de ar de influência continentais e as frentes frias que não nos dão descanso‼
Todavia, para além da ideia de ouvir chover… o Outono traz-nos uma coisa positiva… dormimos… MAIS UMA HORA‼


Mas porque também devemos ler no Outono... hoje sugiro a leitura do livro "O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos!!

domingo, 4 de julho de 2010

Vícios & Manias.. enfim sós!

Hoje escrevo aqui para estas bandas com três objectivos!
1º Agradecer a obra de arte gentilmente oferecida pela Catarina que se encontra postada no blog:
www.desenhosdacatarina.blospot.com …. Cati… MUITO OBRIGADO O RETRATO DA MINHA MANA ESTÁ FANTÁSTICO‼
2º Escrever alguma coisa neste cantinho virtual… tenho de desenferrujar os dedos depois de mais um mês sem escrever nada (quer dizer, nada que eu considere de jeito) neste meu espaço!
3º Escrever, escrever, escrever e escrever… e, sem não esquecer… “OBRIGAR” a ler J

Meus Caros, (comecei bem… digam lá…)
O ser Humano é um dos seres mais complexos que existe, dotado de sentimentos desenvolveu desde sempre, e através de diversos sentimentos de gozo e conforto, o vício… Todos sem excepção, temos mais ou menos vícios, vícios que muitas das vezes associamos a hábitos porque os fazemos com uma certa regularidade…

Há quem seja viciado em exercício físico, ou quem seja viciado em tabaco, droga, álcool (vícios e mesmo manias de tal forma prejudiciais que podem derrotar-nos e atirar-nos para uma cama de hospital ou ainda pior…), também há que seja viciado em comida, em chocolate…
Em suma: o vício é o indivíduo.
Eu não serei a excepção que vem confirmar esta regra e como tal ao longo dos anos fui desenvolvendo os “meus” vícios, se calhar alguns prejudiciais *, mas outros, bem outros com consequências positivas (digo eu) para a minha maneira de ser… Considero-me viciada em livros, uma verdadeira devoradora de livros, todavia sou inimiga da sua conservação, passo a explicar para não ser vítima da associação de protecção dos livros (existe? Deve existir… hoje em dia existe uma associação de defesa para tudo… xd), os ditos chegam às minhas mãos num estado demasiadamente apresentável, no entanto, quando eu os acabo de ler é vê-los sarrabiscados, com sublinhados feitos à pressa, com notas de interpretação, com significados de palavras surpreendentemente, vá, diferentes e marcas, e mais marcas, e marcas…, sou também adepta ferrenha de música e uma verdadeira seriomaniaca.
Séries, ai séries! Desde “24”, a “Dexter “, não esquecendo Dr. House ou Anatomia de Grey (a lista é muito mais extensa : D). Sim, isto sim, um verdadeiro vício aqui da Je, todos os dias, não falha! Pode ficar um capitulo por ler, uma música por ouvir… agora uma série! Se me perguntassem (ok… agora para eu não ficar mal digam que perguntaram ao longo deste extenso post ) qual é a minha série favorita (e apesar de ser uma resposta que requer alguma reflexão) diria que sem dúvida era a série que ocupou durante algum tempo os meus serões de Segunda à noite, “The Mentalist” ou em português “O Mentalista”, esta que é uma daquelas séries apaixonantes protagonizada por Simon Baker com a capacidade de prender o espectador até ao último episódio (eu avisei… o vício é tanto que se a partir de agora iniciar uma longa dissertação sobre a série a culpa deixa de ser minha para passar a ser do vício… O VICIO TEM SEMPRE CULPA)…
Qual o assunto que me levou a estar hoje diante do PC (quando o dia lá fora deixa transparecer o desejo inato da piscina da casa da frente em oferecer-me uns mergulhosinhos!)?
Ah! Ok… um vício é sempre diferente de uma mania apesar de por vezes estes dois caminhos que parecem tão dispares se cruzarem…
Basicamente, um vício é algo de que necessitamos para nos sentirmos realizados… Temos os mais variados vícios, alguns já atrás enunciados.
Porém, a vida não é só feita de vícios, mas também de manias (uns mais manientos que outros) … Quem nunca teve uma mania que se acuse… eu, tal como não fui excepção dos vícios, também não serei a excepção no parâmetro das manias.

Mas de manias não tenho muito mais que se aproveite… tirando aquela ideia muito mais velha que a Sé da minha CIDADE!

“Cada tolo com a sua mania”


Ok… estou farta de estar para aqui a escrever… tenho a piscina já acima referida a sorrir para mim!
Quem tem uma piscina que me empreste???
Piscina precisa-se!

terça-feira, 1 de junho de 2010

ANA iSABEL

S-E-M T-E-M-P-O, A-T-U-L-H-A-D-A E-M T-R-A-B-A-L-H-O‼ Inúmeras seriam as desculpas para não ter vindo escrever a este meu cantinho… e sim, as que apresentei são as verdadeiras… depois de um mês de ausência! ...
Neste post poderia escrever sobre montes de coisas, desde o PEC, às mudanças repentinas do tempo…. Um mundo infindável de assuntos!
Todavia vou apenas centrar-me em dois…
Primeiramente, vou escrever, sei lá, algumas frases soltas sobre este dia! Para muitos no mundo (dito “civilizado”) este será um dia para ser inundado de mimos e prendas, jogos e brincadeiras… Para mim este será, de certeza, um dia em que as lágrimas me inundam o rosto, sem saber bem porquê… Passados tantos anos, passado tanto tempo… o sofrimento continua a ser o mesmo… aquele dia, aquele fatídico dia, aquele dia em que vi desaparecer, mesmo diante de mim, alguém que me era, é e será muito querido… Sim, vi desaparecer a minha melhor amiga…
Muitos pensarão que uma miúda de apenas 10 anos, que tem uma vida pela frente, conseguirá ultrapassar o acidente, o atropelamento e que conseguirá construir laços de amizade ainda mais fortes com outras pessoas! Contudo, esta ideia não está totalmente correcta… Ver uma amiga (ainda por cima quando se tem 10 anos) a morrer é duro e torna de certa forma impossível a procura de alguém em que os laços de amizade possam ser tão vincados! Com a morte da Ana Isabel deparei-me com uma nova situação, vi uma amizade de longa data (apesar das idades) desmoronar-se, sei que na altura senti que o mundo tinha desabado sobre mim, que estaria algures perdida num deserto ou então rodeada de destroços de uma derrocada! Levantei-me, construi novas amizades, cimentei muitas outras… mas será que realmente ultrapassei o trauma de ter visto morrer a Ana?
A esta pergunta apenas tenho uma resposta sincera… NÃO! Aprendi (da pior forma) a viver cada dia como se fosse o último, a usufruir das amizades até ao último milésimo de segundo… Neste aspecto tudo aquilo que vivi transformou-se numa lição!
Triste? Sim, sinto-me triste todos os dias sempre que olho em redor e vejo que me falta a Ana Isabel! Neste dia, bem mais ainda…
Hoje em dia consigo controlar as emoções diante daqueles que sinto que precisam de força para ultrapassar “esta crise do Dia Internacional da Criança”, mas por dentro…. Aguento-me sem soltar uma lágrima porque acredito que era assim que aquela rapariga incomparável queria que agíssemos, ela odiava a ideia de ver as pessoas a chorar! Ela era simples… ou como tivemos a oportunidade de descrever hoje… “um anjo que caminha livremente ao sabor do vento”; “um sorriso sincero”…

Lembro-me todos os dias da Ana Isabel!

Para a Rita:
Só porque sei que gostaste deste poema, um poema de Garrett…
Não te amo, quero-te: o amor vem da alma.
E eu na alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! Não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já, comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Folhas Caídas

domingo, 25 de abril de 2010

Abril!!

Freedom para uns, libertad, liberté, freiheit ou libertà para outros, para nós apenas Liberdade!!

Hoje comemoram-se os 36anos do 25 de Abril de 1974, um dia que marcou de forma definitiva a nossa HISTÓRIA em quanto país, em quanto pedaço de terra europeu. Um país que estava fechado aos olhares estrangeiros sob o lema "orgulhosamente sós".

Do dia 25 de Abril de 74 ficam apenas relatos e pequenas imagens recolhidas pela televisão pública, fica impresso na História de Portugal o nome de cada um dos Capitães de Abril, desde Salgueiro Maia passando por Costa Neves (o capitão que comandou as tropas na ocupação do Rádio Clube Português) chegando até Otelo Saraiva de Carvalho... Um vasto número de homens com ligação ao MFA que terá mudado o rumo da nossa História servindo a causa da LIBERDADE!!!

Acho curioso um dado referente ao mês escolhido para desencadear o golpe militar e devolver ao povo a liberdade tanto ansiada... Se recuarmos no tempo e na História e pararmos no ano de 1824 damos conta que foi no mês de Abril que os Absolutistas (liderados pelo filho de D. João VI - Miguel) tentaram derrubar o regime liberal português.. Tudo bem não há nada que dê para relacionar com o 25 de Abril de 74, mas achei interessante este dado, vá-se lá saber porquê!!!

Voltando ao 25 de Abril...

Muitas vezes questiono-me se as gerações pós 25 de Abril sabem dar o real valor ao sentido da palavra Liberdade, quando falo nestas gerações não me excluo certamente, até porque nasci umas decadazinhas depois (:... e se calhar por isso não sei avaliar da forma mais correcta o que é a liberdade, porque nunca vivi sem ela, mas sinto sempre que ouço relatos dos mais antigos, como, por exemplo, os meus avós, que nós somos uns verdadeiros sortudos e que muitas das vezes sentimos que não temos liberdade porque olhamos para este direito como uma espécie de mania ou moda (peço desculpa àqueles a quem a "carapuça não serve"!!!), quase que exigimos poder fazer tudo o que nos apetece (falo na primeira pessoa do plural porque por vezes, raras, acho, também me encaixo no padrão acima descrito)... Será que não temos que reformular o nosso conceito de Liberdade???

Outra interrogação que me surge assim de quando em vez.... Será que nós temos mesmo liberdade?

Seguramente, conheces a frase "A minha liberdade acaba quando a do outro começa" esta frase parece (para muitos) entrar em verdadeira contradição, pois acham que a liberdade se resume a fazer aquilo que dá na real gana sem ter que prestar contas a ninguém, mas não... é importante não confundir libertinagem com liberdade (um valor supremo que deve ser respeitado)!
A liberdade hoje em dia é posta em causa a torto e a direito... não nos apercebemos mas ao sermos influênciados por este ou aquele comentário, por este ou aquele anuncio publicitário, etc., a liberdade é-nos subtraida, o que acaba por pôr em causa a NOSSA TÃO PRESADA LIBERDADE!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DO LIVRO!

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Livro e como tal decidi escrever sobre este objecto que deve ser degustado, saboreado………………………………. Sobretudo, deve ser lido (LIDO)!
Para muitos, um “livro é um amigo”, mas para outros os livros não passam de um monte de folhas rabiscadas com algo a que chamamos palavras… Ah! E adornados com uma capa mais ou menos apelativa.
Mas livros, bem, livros há para todos os gostos e feitios, de todos os géneros e espessuras, pequenos ou grandes, para os mais apreciadores ou para os menos, com desenhinhos coloridos ou páginas a fio com apenas duas cores, Romances ou Policiais, de Fantasia ou Banda desenhada!
Ler, ler é essencial! Está comprovado que ao ler desenvolvemos a nossa cultura linguística, que desenvolvemos a nossa capacidade de memorização…
Para mim “ler é um prazer”, é ter capacidade de interpretar sentimentos, sentidos, cheiros, no fundo, é captar a essência das personagens. Ler deve ser encarado como um desafio que nos é colocado!

Nota: Este post fica à espera de opinião dos mais leitores e dos menos… O que é um livro para ti? O que mais te faz gostar de ler? ….