Todos os dias são dias de comemorações, aqui, ali, acolá.. tudo se comemora neste pequeno planeta!! Mas hoje comemora-se um dia demasiado importante para o nosso mundo... e não, não falo do Dia Mundial da Juventude, quer dizer, também se comemora hoje, mas refiro-me como é lógico ao Dia Internacional de Trepar às Árvores!!!
Como eu disse hoje em dia tudo se comemora, não é que esteja contra ou a favor das comemorações desmedidas levadas a cabo em todo o mundo (a cada dia corresponde na maioria dos países a um dia de celebração, ou a este rei, ou àquele movimento de libertação, bla, bla, bla), até porque acho que é bom existir um dia para cada coisa porque muitas das vezes essas coisas passam ao lado das populações (364 dias) e assim temos a certeza de que as massas populacionais se lembram pelo menos no dia da comemoração!!!
Por exemplo, estava hoje à mesa a almoçar quando uma das noticias veiculadas era relativa ao Dia Internacional de Trepar às Árvores e de repente dei por mim a ouvir um burburinho, todos os membros que estavam sentados à mesa que não pertencem a estas mais recentes gerações recordaram de forma nostálgica "aqueles alegres dias de Primavera ou Verão, em que subíamos às árvores para apanhar os frutos ou, então, para nos escondermos", dizia alguém perdido naquela confusão de vozes... mas, como a mesa também era partilhada pelas gerações mais recentes a provocação surgiu da boca de uma outra pessoa (que sinceramente não consigo identificar) "Agora esta «canalha» só está bem sentada no sofá à frente do LCD. Subir às árvores? Quem?? Eles??? Pagava para ver!"
Pá, decidi pegar nestas singelas frases e elaborar este não menos singelo (espero) post, porque se formos a ver, realmente, esta juventude é sedentária, mais voltada para as novas tecnologias e ainda acontece como reza a música dos Xutos & Pontapés "Putos que crescem sem se ver/Basta pô-los em frente à televisão/Hão-de um dia se esquecer/Rasgar retratos, largar-me a mão/Hão-de um dia se esquecer/Como eu quando cresci/Será que ainda te lembras/Do que fizeram por ti?"...
O que é certo que é esta não é a juventude que deveríamos ter (e fala alguém que passa grande parte do Tempo amarrada ao PC ou TV)
domingo, 28 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Medos!! Todos temos os nossos
Quem não tem medo?? Quem nunca teve medo??
Estes são aqueles medos que para mim são mais flagrantes e mais naturais de encontrar num ser humano, medos que não devem, nem podem ser reprimidos, devem ser entendidos pois são comuns....
Agora será que é bom ter medo?? Será que o medo não põe em causa a nossa liberdade?? Será que ter medo é sinónimo de fraqueza??
O que é certo no meio de todos estes pontos de interrogação, é nos apresentada uma resposta e verdade (que considero indiscutível), o medo condiciona o ser humano!!
Vejamos, se tiveres vertigens será muito improvável alguém encontrar-te numa zona alta e íngreme mesmo que esteja rodeada de um vasto esplendor!!...
Todos estes nossos medos condicionam a nossa maneira de ser o que prejudica a nossa vida, as nossas relações e até a sociedade!!! Mas será que estamos predispostos a aceitá-los?? Será que temos "fibra" suficiente para respeitar os medos dos outros como se fossem nossos?? São as perguntas que coloco neste post por achar que devem ser um ponto de partida para uma reflexão acerca dos nossos Medos!!
Medo - sentimento de inquietação que surge com a ideia de um perigo real ou aparente; terror; susto; receio; temor; apreensão; popular fantasma; alma do outro mundo.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Um tempo para refletir....
Dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, cada momento que passa, cada passo que dás, cada gesto que fazes, cada lágrima que te corre pelo rosto (cara, acredito que não ficava genial neste post (:), cada sorriso que faças, cada experiência que vives, cada palavra que escreves, cada letra que pronuncias, cada segundo é único e irrepetível... será que estamos conscientes disso?? será que temos noção que a vida é um breve passagem??
Hoje, quando ia a vaguear pelas ruas da minha rica cidade no Norte do país dei por mim a pensar que os passos que estava a dar eram únicos por muito que passasse naquele mesmo sitio, por muito que passasse daquela mesma maneira, por muito que o estado de espírito fosse igual... NUNCA SERIA DA MESMA FORMA....
Depois ao olhar à minha volta senti que as pessoas que "corriam" de forma apressada muitas das vezes não têm consciência que ao virar da esquina podem desaparecer, podem morrer (sem utilizar muitos eufemismos porque é uma verdade, num post, se a memória não me falha dizia que só temos uma coisa como certa a morte, verdade à qual acrescentou através de m comentário um colega meu - não coloco o nome por não saber se ele acha piada utilizar o seu nome... e os impostos!!! ), porque não saborear cada momento como único?? porque não viver como fossemos morrer no segundo seguinte?? Por entre estes pensamentos complicados e complexos ainda tive tempo para os tornar ainda mais complexos... mas, será que aquelas pessoas que vagueavam pela calçada portuguesa tinham dito às pessoas que amam um grande AMO-TE? ou então, um ODEIO-TE aqueles que não soportam? será que têm a coragem de pensar que podem morrer???
Enquanto estou aqui a escrever este post, estou a perder segundos importantes que poderia utilizar para ligar às verdadeiras pessoas que amo a dizer mesmo isso, a ser sincera, já tinha ligado, até, aquela tia que está perdida algures pela Europa... Mas sinto que as pessoas que amo sabem e sentem que as amo.... quer dizer, se calhar nem todas, mas adiante!!!
Agora será que isto também não serve para eternizar o amor que sinto por elas?? Acredito que sim, mas não tem, contudo, o mesmo valor porque é um Amo-te que não é dito por mim, cara a cara, a viva voz!!!!
AMO TUDO O QUE FAÇO E TUDO O QUE SOU, MAS AMO, PRINCIPALMENTE, AQUELES QUE ME ACOMPANHAM NA BATALHA QUE É CADA DIA!!! AQUELES QUE ME AJUDAM A DAR AQUELES PASSINHOS DE QUE FALAVA, A DIZER AQUELAS PALAVRAS ....
Hoje, quando ia a vaguear pelas ruas da minha rica cidade no Norte do país dei por mim a pensar que os passos que estava a dar eram únicos por muito que passasse naquele mesmo sitio, por muito que passasse daquela mesma maneira, por muito que o estado de espírito fosse igual... NUNCA SERIA DA MESMA FORMA....
Depois ao olhar à minha volta senti que as pessoas que "corriam" de forma apressada muitas das vezes não têm consciência que ao virar da esquina podem desaparecer, podem morrer (sem utilizar muitos eufemismos porque é uma verdade, num post, se a memória não me falha dizia que só temos uma coisa como certa a morte, verdade à qual acrescentou através de m comentário um colega meu - não coloco o nome por não saber se ele acha piada utilizar o seu nome... e os impostos!!! ), porque não saborear cada momento como único?? porque não viver como fossemos morrer no segundo seguinte?? Por entre estes pensamentos complicados e complexos ainda tive tempo para os tornar ainda mais complexos... mas, será que aquelas pessoas que vagueavam pela calçada portuguesa tinham dito às pessoas que amam um grande AMO-TE? ou então, um ODEIO-TE aqueles que não soportam? será que têm a coragem de pensar que podem morrer???
Enquanto estou aqui a escrever este post, estou a perder segundos importantes que poderia utilizar para ligar às verdadeiras pessoas que amo a dizer mesmo isso, a ser sincera, já tinha ligado, até, aquela tia que está perdida algures pela Europa... Mas sinto que as pessoas que amo sabem e sentem que as amo.... quer dizer, se calhar nem todas, mas adiante!!!
Agora será que isto também não serve para eternizar o amor que sinto por elas?? Acredito que sim, mas não tem, contudo, o mesmo valor porque é um Amo-te que não é dito por mim, cara a cara, a viva voz!!!!
AMO TUDO O QUE FAÇO E TUDO O QUE SOU, MAS AMO, PRINCIPALMENTE, AQUELES QUE ME ACOMPANHAM NA BATALHA QUE É CADA DIA!!! AQUELES QUE ME AJUDAM A DAR AQUELES PASSINHOS DE QUE FALAVA, A DIZER AQUELAS PALAVRAS ....
segunda-feira, 22 de março de 2010
Mar Adentro!!
Até poderia ser o titulo de um filme bem sugestivo, uma comédia romantica ou um daqueles filme com o Brad Pitt... já estou a imaginar a romaria às bilheteiras para ir ver o filme de um realizador qualquer, numa lingua qualquer com um actor principal qualquer e uma banda sonora que caracteriza o tipo de filme apresentado numa qualqquer tela de cinema, numa qualquer cidade, num qualquer cinema de centro comercial...
Mas não, é um filme com base numa história de sofrimento veridica...
Foi pela quarta vez que vi o filme que retrata a vida de Ramón Sampedro, um galego que luta para morrer depois de um acidente no mar que o atirou para uma cama!!
Mar Adentro será seguramente um dos filmes que me emociona mais, sempre que vejo lá vai mais uma lágrima, mais uma gota de àgua a correr pela minha face, demasiado emocionante e que põe em causa os nossos próprios conceitos, a nossa mentalidade, a nossa maneira de ver as coisas relativamente à vida... Será justo recusar a eutanásia a um homem que se encontra acamado há mais de 28anos e a cada dia que passa a sua vida torna-se cada vez mais deprimente, mais complicada, mais dificil... Os tribunais negam o direito a uma morte digna a este espanhol....
Agora pergunto...será que não deveriamos estar receptivos à eutanásia em casos muito bem justificados (como aquele apresentado no video)??
Estou convencida de que sim, que seria bom existir esta excepção para a morte clinicamente assistida...
Vamos lá refletir... hm.....
Mas não, é um filme com base numa história de sofrimento veridica...
Foi pela quarta vez que vi o filme que retrata a vida de Ramón Sampedro, um galego que luta para morrer depois de um acidente no mar que o atirou para uma cama!!
Mar Adentro será seguramente um dos filmes que me emociona mais, sempre que vejo lá vai mais uma lágrima, mais uma gota de àgua a correr pela minha face, demasiado emocionante e que põe em causa os nossos próprios conceitos, a nossa mentalidade, a nossa maneira de ver as coisas relativamente à vida... Será justo recusar a eutanásia a um homem que se encontra acamado há mais de 28anos e a cada dia que passa a sua vida torna-se cada vez mais deprimente, mais complicada, mais dificil... Os tribunais negam o direito a uma morte digna a este espanhol....
O que é a Eutanásia?
Eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.
Argumentos a favor...
Para quem argumenta a favor da eutanásia, acredita que esta seja um caminho para evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal ou sem qualidade de vida, um caminho consciente que reflete uma escolha informada, o término de uma vida em que, quem morre não perde o poder de ser ator e agente digno até ao fim.
Argumentos contra...
Muitos são os argumentos contra a eutanásia, desde os religiosos, éticos até os políticos e sociais.
Agora pergunto...será que não deveriamos estar receptivos à eutanásia em casos muito bem justificados (como aquele apresentado no video)??
Estou convencida de que sim, que seria bom existir esta excepção para a morte clinicamente assistida...
Vamos lá refletir... hm.....
Para ver mais sobre o filme consulta o trailer em
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia!!
Hoje, dia 21 de Março de 2010 é o dia mundial da poesia, uma arte que na minha opinião não é para todos, só para aqueles que realmente conseguem e têm esse dom...
Se poesia existe em todas as línguas, em todos os países, em todas as culturas... A portuguesa tem um cunho especial.... os poemas em português soam a um Fado metódico que é adocicado pelo sentimento de saudade bem tipico em Portugal.
Sempre tivemos grandes poetas portugueses desde António Botto, passando por Sophia de Mello Breyner chegando até a Pessoa!!!*
Como tal, não quis de deixar passar esta data em branco e decidi dedicar este post a um oficio que por muitos sarrabiscos e rabiscos que faça nunca conseguirei fazer.... Comecei a gostar do que as palavras na boca dos poetas eram, bem não sei ao certo, mas sei que me fascina o mundo da poesia desde muito pirralha e ainda hoje tenho a mania de ler um poema aqui ou acolá, deste ou daquele poeta, deste ou daquele assunto. Tenho a percepção de que a poesia une Nações, une povos, pois mesmo não percebendo o que se quer dizer com o poema sentimos um arrepio na "espinha" sempre que ouvimos e vemos as nossas palavras a rimarem de forma extraordinária.
Hoje decidi escolher um poema de Ricardo Reis (Heterónimo de Pessoa), um poema que me fascina, pois sempre que olho para ele sinto que é um poema actual, um poema que se adecua ao nosso cantinho de céu... Um poema que demosntra o quão rude pode ser a sociedade!!!
Poesia - arte que se distingue tradicionalmente da prosa pela composição em verso e pela organização rítmica das palavras, aliada a recursos estilísticos e imagéticos próprios; composição literária em verso; conjunto das obras em verso, escritas numa língua ou próprias de uma época, de uma escola literária, de um autor, etc.; característica poética que pode estar presente em qualquer obra de arte; carácter daquilo que, por ser considerado belo ou ideal, desperta uma emoção ou sentimento estético.
Nota. Os nomes não estão colocados de forma organizada por datas de nascimento, gerações ou importância
Se poesia existe em todas as línguas, em todos os países, em todas as culturas... A portuguesa tem um cunho especial.... os poemas em português soam a um Fado metódico que é adocicado pelo sentimento de saudade bem tipico em Portugal.
Sempre tivemos grandes poetas portugueses desde António Botto, passando por Sophia de Mello Breyner chegando até a Pessoa!!!*
Como tal, não quis de deixar passar esta data em branco e decidi dedicar este post a um oficio que por muitos sarrabiscos e rabiscos que faça nunca conseguirei fazer.... Comecei a gostar do que as palavras na boca dos poetas eram, bem não sei ao certo, mas sei que me fascina o mundo da poesia desde muito pirralha e ainda hoje tenho a mania de ler um poema aqui ou acolá, deste ou daquele poeta, deste ou daquele assunto. Tenho a percepção de que a poesia une Nações, une povos, pois mesmo não percebendo o que se quer dizer com o poema sentimos um arrepio na "espinha" sempre que ouvimos e vemos as nossas palavras a rimarem de forma extraordinária.
Hoje decidi escolher um poema de Ricardo Reis (Heterónimo de Pessoa), um poema que me fascina, pois sempre que olho para ele sinto que é um poema actual, um poema que se adecua ao nosso cantinho de céu... Um poema que demosntra o quão rude pode ser a sociedade!!!
Jogadores de Xadrez
Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na Cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.
À sombra de ampla árvore fitavam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando havia movido a pedra, e agora
Esperava o adversário.
Um púcaro com vinho refrescava
Sobriamente a sua sede.
Ardiam casas, saqueadas eram
As arcas e as paredes,
Violadas, as mulheres eram postas
Contra os muros caídos,
Traspassadas de lanças, as crianças
Eram sangue nas ruas...
Mas onde estavam, perto da cidade,
E longe do seu ruído,
Os jogadores de xadrez jogavam
O jogo de xadrez.
Inda que nas mensagens do ermo vento
Lhes viessem os gritos,
E, ao refletir, soubessem desde a alma
Que por certo as mulheres
E as tenras filhas violadas eram
Nessa distância próxima,
Inda que, no momento que o pensavam,
Uma sombra ligeira
Lhes passasse na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volviam sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.
Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca,
O saque pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos.
Mesmo que, de repente, sobre o muro
Surja a sanhuda face
Dum guerreiro invasor, e breve deva
Em sangue ali cair
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado ao cálculo dum lance
Pra a efeito horas depois)
É ainda entregue ao jogo predileto
Dos grandes indif'rentes.
Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida.
Os haveres tranquilos e avitos
Ardem e que se arranquem,~
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja o rei sem xeque,
E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre.
Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.
Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulso dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranquila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.~
O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.
A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece...
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada.
Ah! sob as sombras que sem qu'rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez
A sua indiferença.
Poesia - arte que se distingue tradicionalmente da prosa pela composição em verso e pela organização rítmica das palavras, aliada a recursos estilísticos e imagéticos próprios; composição literária em verso; conjunto das obras em verso, escritas numa língua ou próprias de uma época, de uma escola literária, de um autor, etc.; característica poética que pode estar presente em qualquer obra de arte; carácter daquilo que, por ser considerado belo ou ideal, desperta uma emoção ou sentimento estético.
Nota. Os nomes não estão colocados de forma organizada por datas de nascimento, gerações ou importância
terça-feira, 16 de março de 2010
Movimento Perpetuo Associativo!!
De certeza que já ouviste a música dos Deolinda.. em qualquer rádio ou então numa qualquer publicidade da RTP (relativa aos jogos da Liga Portuguesa de Futebol)... Decidi hoje debroçar-me sobre esta recente (que não é assim tão recente), pareceu-me o dia ideal para fazer grandes elogios ao povo Português... Revejo-me segurameente nesta música... pois deixo sempre tudo para a última da hora, o poema para decorar, o trabalho para preparar, o formulário para preencher, tudo.... Sou como a maioria dos portugueses que deixa sempre tudo para a última...
Gosto do povo português porque são a minha Nação, mas no entanto não posso ignorar o facto de arranjarmos, e repito, arranjarmos sempre desculpas para os nossos atrasos, para adiarmos as coisas inevitáveis... Acho que nos está no sangue!!
Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!
-Agora não, que é hora do almoço..
-Agora não, que é hora do almoço..
.-Agora não, que é hora do jantar...
-Agora não, que eu acho que não posso...
-Amanhã vou trabalhar...
Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!
-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, dizem que vai chover...
-Agora não, que joga o Benfica...e eu tenho mais que fazer...
Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!
-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que o meu pai não quer...
-Agora não, que há engarrafamentos...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...
Gosto do povo português porque são a minha Nação, mas no entanto não posso ignorar o facto de arranjarmos, e repito, arranjarmos sempre desculpas para os nossos atrasos, para adiarmos as coisas inevitáveis... Acho que nos está no sangue!!
domingo, 14 de março de 2010
Como será que reagias à noticia??
Hoje acordei para aqui virada, para reflexões com o seu q de idiotas ou então com um fundo de verdade!!
Pus-me a pensar, isto às 9 da manhã de um domingo, como seria se naquele momento recebesse a notícia de que os meus pais tinham morrido?
A resposta não tardou... Ficava num estado de histeria tal que ninguém me suportaria, garanto (medo)...
Admiro aquelas pessoas que mesmo perdendo tudo continuam, não berram, não gritam, não choram (pelo menos em público), admiro aqueles que vão buscar forças bem cá dentro para depois conseguirem enfrentar os pêsames dos entes queridos e até daquele tipo insuportável da rua de trás que até conhecia de vista o defunto!! Deve ser uma sensação estranha perder aqueles que nos geraram e que nos acarinharam.. Bem não sei, mas acho que consigo imaginar!!!
Perdi uma grande amiga minha aqui à uns anos atrás e vi o que sofri e, aliás, ainda sofro... aquela ânsia de a ver no dia de amanhã e no seguinte e no depois do seguinte, o desejo de poder acordar daquele pesadelo do dia 1 de Junho de 2004... o desejo de conseguir desabafar com ela tudo aquilo que nunca mais consegui dizer aos meus amigos, eles que me perdoem, mas a Ana era a minha grande amiga e nunca mais vou conseguir dizer tudo o que me vai na cabeça e no coração como dizia à Ana.. Sei que pode até parecer estúpido ter ficado presa a uma memória, a uma pessoa que me foi, é e será sempre muito querida... mas talvez seja este mecanismo irracional que criei que me prende à Ana Isabel!!!
Agora se sofri horrores pela Ana que, apesar de tudo, era só minha amiga como sofreria eu se o maldito acidente que lhe ceifou a vida tivesse sido com os meus pais??
Acredito que seria muito pior, não só porque são meus pais, mas também porque é com eles que partilho tudo, foram eles que se tornaram o meu suporte emocional desde o fatídico dia 1/06/2004... não aguentaria com toda a certeza essa perda, talvez fosse necessário internarem-me numa clínica psiquiátrica.... Não seria capaz de ultrapassar nada deste género apenas com a ajuda de familiares, o apoio da pessoa que amo, amigos...
Agora deixo aqui uma pergunta aberto... Será que conseguirias suportar a perda de teus pais??
Penso que todos temos pânico de os perder por mais defeitos que tenham e acredito que nenhum ser humano seja capaz de viver sozinho sem amor, carinho, ternura.....
Pus-me a pensar, isto às 9 da manhã de um domingo, como seria se naquele momento recebesse a notícia de que os meus pais tinham morrido?
A resposta não tardou... Ficava num estado de histeria tal que ninguém me suportaria, garanto (medo)...
Admiro aquelas pessoas que mesmo perdendo tudo continuam, não berram, não gritam, não choram (pelo menos em público), admiro aqueles que vão buscar forças bem cá dentro para depois conseguirem enfrentar os pêsames dos entes queridos e até daquele tipo insuportável da rua de trás que até conhecia de vista o defunto!! Deve ser uma sensação estranha perder aqueles que nos geraram e que nos acarinharam.. Bem não sei, mas acho que consigo imaginar!!!
Perdi uma grande amiga minha aqui à uns anos atrás e vi o que sofri e, aliás, ainda sofro... aquela ânsia de a ver no dia de amanhã e no seguinte e no depois do seguinte, o desejo de poder acordar daquele pesadelo do dia 1 de Junho de 2004... o desejo de conseguir desabafar com ela tudo aquilo que nunca mais consegui dizer aos meus amigos, eles que me perdoem, mas a Ana era a minha grande amiga e nunca mais vou conseguir dizer tudo o que me vai na cabeça e no coração como dizia à Ana.. Sei que pode até parecer estúpido ter ficado presa a uma memória, a uma pessoa que me foi, é e será sempre muito querida... mas talvez seja este mecanismo irracional que criei que me prende à Ana Isabel!!!
Agora se sofri horrores pela Ana que, apesar de tudo, era só minha amiga como sofreria eu se o maldito acidente que lhe ceifou a vida tivesse sido com os meus pais??
Acredito que seria muito pior, não só porque são meus pais, mas também porque é com eles que partilho tudo, foram eles que se tornaram o meu suporte emocional desde o fatídico dia 1/06/2004... não aguentaria com toda a certeza essa perda, talvez fosse necessário internarem-me numa clínica psiquiátrica.... Não seria capaz de ultrapassar nada deste género apenas com a ajuda de familiares, o apoio da pessoa que amo, amigos...
Agora deixo aqui uma pergunta aberto... Será que conseguirias suportar a perda de teus pais??
Penso que todos temos pânico de os perder por mais defeitos que tenham e acredito que nenhum ser humano seja capaz de viver sozinho sem amor, carinho, ternura.....
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Penso que todos temos pânico de os perder
sexta-feira, 12 de março de 2010
Lembrei-me de um livro perdido na estante!!!
Hoje, graças à entrevista do Nilton na Comercial lembrei-me de comprar o seu mais recente livro "Eu amo você".... Já tinha lido um outro livro do Humorista e apresentador do 5 Meia Noite ("Pai Natal não existe") e fiquei deliciada.
Corri para a livraria mais próxima para adquirir o livro, já me dei ao trabalho de correr algumas páginas da obra e fiquei sem palavras... mais um livro à Nilton.
Mal cheguei a casa fui rapidamente procurar o "Pai Natal Não Existe" e lá o encontrei, perdido entre os livros do jornalista José Rodrigues dos Santos... agora não consigo perceber porque é que o livro foi lá parar mas que foi, lá isso foi! Talvez por ser um livro que mereça ser lido e relido várias vezes, tal como os best sellers do jornalista da RTP ou então porque, desarrumada como sou, guardei-o onde havia espaço sem ver em que secção estava, até porque acho que o livro do Nilton deveria estar numa daquelas secções ligadas ao humor!! Mas pronto, lá peguei no livro e prometi a mim mesma que vou lê-lo de novo para depois pegar de forma afincada no "Eu amo você"!
Corri para a livraria mais próxima para adquirir o livro, já me dei ao trabalho de correr algumas páginas da obra e fiquei sem palavras... mais um livro à Nilton.
Mal cheguei a casa fui rapidamente procurar o "Pai Natal Não Existe" e lá o encontrei, perdido entre os livros do jornalista José Rodrigues dos Santos... agora não consigo perceber porque é que o livro foi lá parar mas que foi, lá isso foi! Talvez por ser um livro que mereça ser lido e relido várias vezes, tal como os best sellers do jornalista da RTP ou então porque, desarrumada como sou, guardei-o onde havia espaço sem ver em que secção estava, até porque acho que o livro do Nilton deveria estar numa daquelas secções ligadas ao humor!! Mas pronto, lá peguei no livro e prometi a mim mesma que vou lê-lo de novo para depois pegar de forma afincada no "Eu amo você"!
quinta-feira, 11 de março de 2010
A indecisão é o maior dos problemas!!
O dia de hoje foi marcado por uma proposta estranha... a Prof. de Português disse que o nosso teste iria ser diferente, agora a diferença, depois de revelada, provocou uma agitação explicável.
PELA PRIMEIRA VEZ... temos que dramatizar ou declamar alguma coisa, numa primeira fase, e numa segunda temos que resolver um questionário acerca da exuberante obra de Eça de Queiroz, "Os Maias".
Amante de poesia e de Pessoa fiquei indecisa entre dois poemas dos Heterónimos do Escritor, dois poemas realmente apaixonantes na minha perspectiva... Escolher é que vai ser complicado...
PELA PRIMEIRA VEZ... temos que dramatizar ou declamar alguma coisa, numa primeira fase, e numa segunda temos que resolver um questionário acerca da exuberante obra de Eça de Queiroz, "Os Maias".
Amante de poesia e de Pessoa fiquei indecisa entre dois poemas dos Heterónimos do Escritor, dois poemas realmente apaixonantes na minha perspectiva... Escolher é que vai ser complicado...
"Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afectos, tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.
Não quero, Cloe, teu amor, que oprime
Porque me exige o amor. Quero ser livre.
A'sperança é um dever do sentimento"
Ou então...
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Pois que nada que dure, ou que, durando,
Valha, neste confuso mundo obramos,
E o mesmo útil para nós perdemos
Connosco, cedo, cedo,
O prazer do momento anteponhamos
À absurda cura do futuro, cuja
Certeza única é o mal presente
Com que o sseu bem compramos.
Amanhã não existe. Meu somente
É o momento, eu só quem existe
Neste instante, que pode o derradeiro
Ser de quem finjo ser?
Ricardo Reis
Agora a dúvida que se põe é qual vou escolher!!!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Óscares à Portuguesa!!

O mundo parece que pára para ver a Gala que premeia os melhores do cinema internacional.
Luxo, brilho, vaidade, elegância, "rivalidade", riqueza.... tudo isto misturado numa só noite, num só teatro, numa só cidade, é uma verdadeira constelação de estrelas!
Mas, pus-me aqui a pensar (num daqueles momentos existenciais à frente do televisor) e se em Portugal (à boa maneira portuguesa) criassem uma cerimónia anual intitulada de.... bem..., Galo de Barcelos ou Zé Povinho ou Manel e Maria (estatuetas manufacturadas e características de Viana do Castelo) - alguém tem mais algum nome original??, apesantada por uma qualquer Fátima Lopes ou Júlia Pinheiro na companhia de um qualquer Malato ou Goucha onde fosse possível distinguir os melhores políticos do ano (acredito que seja complicado, mas existe sempre um Presidente da Câmara que reduz aos ordenados dos verados e até ao seu para repartir esse dinheiro pelos funcionários destinados ao ordenado mínimo)!! Seria uma gala linda de se ver, discursos inflamados e cheios de emoção a apelar às lágrimas dos portugueses mais sensiveis à política... era ver o Sócrates ou Socas ou Socratas (como se ouve por aí a dizer) a correr atrás da estatueta que dava nome à gala para o melhor político ;)... era uma disputa imensa mas sem vencedores previsiveis!!!!
Fica neste post uma boa sugestão...
domingo, 7 de março de 2010
Um Amor em Tempos de Guerra vs Fúria Divina
A minha prateleira do quarto tem assistido a um verdadeiro duelo de titãs!!
Júlio Magalhães vs José Rodrigues dos Santos; Fúria Divina vs Um Amor em Tempos de Guerra; Esfera dos Livros vs Gravida; História de uma Guerra Religiosa vs História do Ultramar...
Dois livros uma só leitora!!
Achei engraçado o que se passou ontem quando a minha prima mais nova entrou de forma despachada e reguila pelo meu quarto adentro com o intuito de me acordar (esquecendo-se do respeito por aqueles que passam longas horas a ler, ainda eram 11h da manhã) e depois de muito sacrifício para me despertar atirou para cima de mim os dois livros que estavam na prateleira... Vi-me obrigada a acordar (apesar de estar a fazer um esforço imenso para não abrir os olhos) e quando vou para reclamar com a petiz, ela vira-se para mim com um olhar ternurento mas intrigado e pergunta porque é que eu tenho dois livros tão próximos de mim e ainda por cima com "papelitos", como dizia ela, no meio das folhas, ignorando ela que os ditos "papelitos" poderiam ter alguma utilidade. A minha resposta foi curiosa, queria eu explicar a uma menina de 5 anos que ler era fundamental para o desenvolvimento da língua de qualquer pessoa (pronto se não lê(s) não tomes isto como uma ofensa) da forma mais simples, mas acabei por ligar o "complicómetro" e baralhei a rapariga, que depois de ter levado uma "seca" escomunal, lá tornou a repetir a pergunta acerca dos papelitos... Percebi, então, que a explicação não tinha sido a melhor!! Mas como explicar a uma miudinha que ler é essencial? E que ter os "papelitos" a marcar as folhas é bom? Para fazer denotar ainda mais a minha falta de jeito para ensinar(o que me deixa deveras preocupada, não que eu queira ir para ensina) a minha prima perguntou porque é que sendo assim tão importante ler, ela ainda não sabe tal arte!!!
Esta pergunta deixou-me de certa forma inquieta... Porque é que temos que esperar pelos 6 anos para aprender a ler?? E questiono-me... Se a "piquena" soubesse ler e quisesse ler algum daqueles livros como é que eu lhe explicaria todo o enredo?? Como é que eu lhe explicaria que existe desde os primeiros séculos do primeiro milénio uma "guerra" religiosa?? Ou então como lhe explicaria a Guerra do Ultramar??
OBS. É provável que a introdução ao post não tenha nada que se lhe aproveite e que, já agora, se possa ligar ao resto!!
Júlio Magalhães vs José Rodrigues dos Santos; Fúria Divina vs Um Amor em Tempos de Guerra; Esfera dos Livros vs Gravida; História de uma Guerra Religiosa vs História do Ultramar...
Dois livros uma só leitora!!
Achei engraçado o que se passou ontem quando a minha prima mais nova entrou de forma despachada e reguila pelo meu quarto adentro com o intuito de me acordar (esquecendo-se do respeito por aqueles que passam longas horas a ler, ainda eram 11h da manhã) e depois de muito sacrifício para me despertar atirou para cima de mim os dois livros que estavam na prateleira... Vi-me obrigada a acordar (apesar de estar a fazer um esforço imenso para não abrir os olhos) e quando vou para reclamar com a petiz, ela vira-se para mim com um olhar ternurento mas intrigado e pergunta porque é que eu tenho dois livros tão próximos de mim e ainda por cima com "papelitos", como dizia ela, no meio das folhas, ignorando ela que os ditos "papelitos" poderiam ter alguma utilidade. A minha resposta foi curiosa, queria eu explicar a uma menina de 5 anos que ler era fundamental para o desenvolvimento da língua de qualquer pessoa (pronto se não lê(s) não tomes isto como uma ofensa) da forma mais simples, mas acabei por ligar o "complicómetro" e baralhei a rapariga, que depois de ter levado uma "seca" escomunal, lá tornou a repetir a pergunta acerca dos papelitos... Percebi, então, que a explicação não tinha sido a melhor!! Mas como explicar a uma miudinha que ler é essencial? E que ter os "papelitos" a marcar as folhas é bom? Para fazer denotar ainda mais a minha falta de jeito para ensinar(o que me deixa deveras preocupada, não que eu queira ir para ensina) a minha prima perguntou porque é que sendo assim tão importante ler, ela ainda não sabe tal arte!!!
Esta pergunta deixou-me de certa forma inquieta... Porque é que temos que esperar pelos 6 anos para aprender a ler?? E questiono-me... Se a "piquena" soubesse ler e quisesse ler algum daqueles livros como é que eu lhe explicaria todo o enredo?? Como é que eu lhe explicaria que existe desde os primeiros séculos do primeiro milénio uma "guerra" religiosa?? Ou então como lhe explicaria a Guerra do Ultramar??
OBS. É provável que a introdução ao post não tenha nada que se lhe aproveite e que, já agora, se possa ligar ao resto!!
quarta-feira, 3 de março de 2010
Surpresa inesperada!!
Hoje fui assombrada por uma noticia, ou melhor por uma hipótese, descobri que alguém que me é próximo pode ser uma das próximas vítimas do cancro. Como tal decidi iniciar um profundo processo de reflexão acerca da nossa vida, acerca da importância que tudo pode ter para nós!!!
Vida?? O que será??
Para mim, a vida não é nada mais que uma passagem, uma passagem por algo que tem como objectivo enriquecer o ser.
Já vi alguém que me era demasiado próximo partir e como consequência disso já fiz muitas vezes este género de perguntas acerca da existência do Homem...
Na vida nada nos é certo, senão a morte. Será que é bom para o ser vivermos atormentados com a ideia que a morte pode estar ali ao virar da esquina?
Penso que sim, pois isso pode ser uma maneira de obrigar as pessoas a viverem a vida como se fosse o seu último segundo, deixando para trás todos os problemas e fazendo as pazes com um Mundo que não é o melhor... Recebi um mail outro dia em que se punha a questão: "Se soubesses que tinhas apenas 24h o que fazias", muitos diríamos que gozaríamos a vida até à última, que ligaríamos a todos os que nos são queridos, que ganharíamos coragem para contar e dizer tudo aquilo que nos está atravessado na garganta... Mas será que isso aconteceria mesmo?? Eu cá usufruía da vida até ao último segundo mas sempre rodeada daqueles que mais gosto, fazia as minhas grandes loucuras e já que era para morrer ao menos morria consolada e com as pessoas mais importantes da minha vida!!!
Vida - estado de actividade dos animais e das plantas; o tempo que decorre desde o nascimento até à morte; existência; modo de viver; conjunto das coisas necessárias à subsistência; biografia de uma pessoa; comportamento; profissão; emprego; carreira; ocupação; actividade; figurado animação; vitalidade; causa; origem; essência; a melhor afeição de alguém; vigor; energia; progresso; conjunto de manifestações da actividade de uma nação, de uma colectividade.
Vida?? O que será??
Para mim, a vida não é nada mais que uma passagem, uma passagem por algo que tem como objectivo enriquecer o ser.
Já vi alguém que me era demasiado próximo partir e como consequência disso já fiz muitas vezes este género de perguntas acerca da existência do Homem...
Na vida nada nos é certo, senão a morte. Será que é bom para o ser vivermos atormentados com a ideia que a morte pode estar ali ao virar da esquina?
Penso que sim, pois isso pode ser uma maneira de obrigar as pessoas a viverem a vida como se fosse o seu último segundo, deixando para trás todos os problemas e fazendo as pazes com um Mundo que não é o melhor... Recebi um mail outro dia em que se punha a questão: "Se soubesses que tinhas apenas 24h o que fazias", muitos diríamos que gozaríamos a vida até à última, que ligaríamos a todos os que nos são queridos, que ganharíamos coragem para contar e dizer tudo aquilo que nos está atravessado na garganta... Mas será que isso aconteceria mesmo?? Eu cá usufruía da vida até ao último segundo mas sempre rodeada daqueles que mais gosto, fazia as minhas grandes loucuras e já que era para morrer ao menos morria consolada e com as pessoas mais importantes da minha vida!!!
Vida - estado de actividade dos animais e das plantas; o tempo que decorre desde o nascimento até à morte; existência; modo de viver; conjunto das coisas necessárias à subsistência; biografia de uma pessoa; comportamento; profissão; emprego; carreira; ocupação; actividade; figurado animação; vitalidade; causa; origem; essência; a melhor afeição de alguém; vigor; energia; progresso; conjunto de manifestações da actividade de uma nação, de uma colectividade.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Uma boa acção pela Madeira
É nestas alturas trágicas que vemos que o povo português é solidário e generoso para com os outros!!
Primeiro foram as iniciativas que nos aproximaram de uma pequena ilha americana (bem americana de ser uma ilha do continente americano e não território dos EUA), vimos a comunicação social a promover diversas campanhas de apoio aos haitianos!!
Agora acompanhamos as diversas acções que recolhem apoios para os nossos compatriotas madeirenses.
Apraz dizer que não há rivalidade clubista, não há rivalidade politica, não há rivalidade regional que não se desmorone perante uma catástrofe de grande dimensão como aquela que o jardim do Atlântico viveu... Casas destruídas, pontes ruídas, danos irrecuperáveis.. mesmo assim assistimos através dos meios de comunicação a uma recuperação rápida e eficaz para devolver o verde àquela ilha (que, digamos, representa muito no PIB nacional) de forma a que o turismo não fosse afectado...
Gostei de ver a iniciativa da SIC que reuniu apoios de diversas instituições, de diversos cantores e músicos, dos portugueses... Conseguiram fazer do espectáculo de ontem algo memorável e sem precedentes... vimos Camané a cantar com Xutos, Mariza a cantar ao som da guitarra do Luís Jardim, David Fonseca a cantar com o piano de Mário Laginha a servir de pano de fundo... Um verdadeiro espectáculo que merecia ser repetido como forma de ajudar as populações portuguesas para se prevenirem das catástrofes naturais...
P.S. ou P.D. (para os espanhóis) Mau tempo assola o Arquipélago dos Açores...
Primeiro foram as iniciativas que nos aproximaram de uma pequena ilha americana (bem americana de ser uma ilha do continente americano e não território dos EUA), vimos a comunicação social a promover diversas campanhas de apoio aos haitianos!!
Agora acompanhamos as diversas acções que recolhem apoios para os nossos compatriotas madeirenses.
Apraz dizer que não há rivalidade clubista, não há rivalidade politica, não há rivalidade regional que não se desmorone perante uma catástrofe de grande dimensão como aquela que o jardim do Atlântico viveu... Casas destruídas, pontes ruídas, danos irrecuperáveis.. mesmo assim assistimos através dos meios de comunicação a uma recuperação rápida e eficaz para devolver o verde àquela ilha (que, digamos, representa muito no PIB nacional) de forma a que o turismo não fosse afectado...
Gostei de ver a iniciativa da SIC que reuniu apoios de diversas instituições, de diversos cantores e músicos, dos portugueses... Conseguiram fazer do espectáculo de ontem algo memorável e sem precedentes... vimos Camané a cantar com Xutos, Mariza a cantar ao som da guitarra do Luís Jardim, David Fonseca a cantar com o piano de Mário Laginha a servir de pano de fundo... Um verdadeiro espectáculo que merecia ser repetido como forma de ajudar as populações portuguesas para se prevenirem das catástrofes naturais...
P.S. ou P.D. (para os espanhóis) Mau tempo assola o Arquipélago dos Açores...
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