Ontem, vivi (sim eu!!) um momento anormal em mim... não sei se por estar estafada depois da volta do compasso (ou por outra coisa qualquer), mas dei por mim a escrever um daqueles textos intermináveis num sítio muito estranho (não, não foi seguramente em nenhum WC (: ), foi longe do meu quarto (sítio onde costumo escrever este ou aquele texto).. mas pronto, escrevi não um mas dois textos e um desses textos é o próximo que vou publicar!!!
Muitos perguntarão a esta hora do campeonato... O que são 6 anos na vida de alguém adolescente e com uma vida pela frente, pensarão que são apenas 2190 dias com 24 horas cada, mas são capazes de se esquecer (porque a adolescente até é novinha) que essas pessoas têm sentimentos, que a vida muda de forma "arriscada" e sem escolher as pessoas a afectar, tanto podem ser Einstein's como verdadeiros Tunecas (:, podem ser "raia miúda" (expressão tão em voga e da qual gosto particularmente) ou, então, "cães grandes", até podem ser naturais de Portugal ou da Conchichina, nada importa, o sofrimento não escolhe idades, sexos, culturas ou classes sociais. É um sentimento transversal que atravessa multidões!!!
Como tal, desde há 6 anos a esta parte sinto a falta de uma amiga muito especial (a Ana Isabel, claro!!), alguém que considerava brilhante!! ...
Se a memória não me falha (e até porque a preguiça é muita - mal bem português, mas pronto isso são outros quinhentos -, e a vontade de procurar é reduzida) já falei desta pequena menina moreninha que para mim era muito especial e que me marcou, marca e marcará... não sei, talvez por ter sido a minha primeira grande amiga (aturar-me desde os 2 aninhos é obra <;), ou por causa do desfecho trágico da nossa amizade (apesar de eu acreditar que ela está e estará sempre comigo). Com apenas 10 anos a Ana Isabel morreu, ela foi uma das vítimas das estradas portuguesas, numa morte demasiado "estúpida" e que até hoje estou para perceber, foi atropelada mortalmente à frente dos meus olhos numa estrada contígua à sua casa!!! Será que havia direito? Pois!!! Penso que não...
Todos os dias recordo aqueles momentos de sufoco que nos foram "impostos" pela morte de um anjinho, aquela ânsia de acordar e ver que tudo aquilo não passava de um pesadelo ou então de uma piada de muito mau gosto!!!
Mas será que os portugueses têm consciência que se continua a morrer por estas estradas fora? Será que têm consciência que a maioria dos acidentes ligados à circulação rodoviária devem-se ao seu comportamento na estrada, às suas "distracções" com o leitor de rádio ou telemóvel ou, então, ao excesso de velocidade, etc??
Eis alguns dos dados relativos às mortes nas estradas portuguesas em 2009:
- 737 vítimas mortais (só aquelas contabilizadas no local do acidente, porque, e não sabendo eu por alma de quem, os números de vítimas mortais).
Sim, tudo isto escrevi ontem, num sítio onde pensei ser impossível escrever... e agora que acabo de "transcrever" este texto (ah, pois!! eu não estaria certamente bem, porque não é um costume meu escrever numa folha aquilo que vou postar pois acredito que as palavras devem fluir livremente para poder expressar tudo aquilo que se sente) acho que sei a razão pela qual me lembrei subitamente de escrever este pequeno texto... mas agora!!.. essas razões quero mantê-las apenas para mim!!
Por acaso há mesmo muitos imbecis na estrada, gente que nunca devia ter tirado a carta e tirou, vá-se lá saber como ( suborninho de certeza...), mas realmente encontram-se muitas nulidades ao volante! Deviamos todos andar de bicicleta!Como em Giethoorn, aquela cidade da Holanda!Parabens pelo texto, esta lindo...
ResponderEliminarSerá que o amor das outras pessoas vale assim tanto como pensamos? Se a partida delas nos deixa irreconhecível e é mais dolorosa num grau de comparabilidade com o prazer do amor dessas mesmas pessoas, não seria mais fácil não existir e poupar-nos a toda a dor da existência? Ou então viver como uma besta, tal me parece bem melhor do ponto de vista psicológico (traria-nos com certeza maior nível de sanidade)
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